Há muitos, muitos, muitos e muitos anos atrás, no final da década de 1990, pipocavam empresas “Ponto COM”. Eram empresas “cool” recem criadas, que comercializavam produtos e serviços relacionados com a Internet, um mercado novo e inexplorado até então, com grandes possibilidades ($$)!
(Vídeo “5000 Web Apps in 333 Seconds” | Youtube – SimpleSpark.com)
Qualquer boa idéia (algumas nem eram tão boas assim, mas…) era uma chance de se ganhar milhões. Então uma “bolha” de idéias, dinheiro e ansiedade começou a surgir. E essa bolha cresceu, com novas empresas “.com” à cada dia, e cresceu, com estudantes de tecnologia ficando ricos da noite para o dia, e cresceu mais um pouco, com bancos de investimento apostando cada vez mais… e cresceu tanto que em abril de 2000 ela estourou! Foi o famoso “estouro da bolha” das empresas “.com”. Lembra? Pois é…
Estourou. Estourou por quê?
O principal responsável foi o “modelo de negócio” empregado. Forças do mercado especulativo fizeram acreditar que, aqueles que perdessem o “momento” de entrada nesse novo mercado, estaria com sérios problemas. Então, apesar dessa nítida super-valorização das empresas “.com” e de planos de negócios “não tão elaborados e detalhados”, os investidores acreditavam que esse custo seria compesado e recuperado nesse novo mercado. Engano! Perceberam que com geração de conteúdo, alguns milhares de usuários cadastrados e a publicidade de banners, não conseguiriam obter os lucros esperados… nem mesmo aquilo que haviam investido! Muito dinheiro havia e continuava saindo, e nenhum entrando. Então estourou. Estourou mas não parou…
Apesar desses acontecimentos, já era fato que a internet mudaria nossas vidas. Mudaria não, faria (cada vez mais) parte de nosso dia-a-dia. Iniciou-se então um período de consolidação e marcação de território (aquele idéia do pipi do cachorro!) das sobreviventes empresas de tecnologia. Muitas fecharam, outras foram incorporadas e outras (poucas) permaneceram.
Até que, em meados de 2004 (vejam, 4 anos se passaram…), o termo sugerido por Tim O’Reilly e John Battelle ganhou força.
“WEB 2.0″. Lindo! Maravilhoso!
Não, não se trata de uma internet que consome mais combustível, tipo “WEB 2.0 16V. A melhor da categoria!” como naquelas propagandas de automóvel que passam na TV. Seguindo a mesma lógica dos nossos amigos “programas de computador” (ex: Word 5.0, Word 6.0, Word 97 etc.), a WEB 2.0 é uma “segunda versão” do que conhecemos (ou conhecíamos) como Internet. Normalmente, “próximas versões” corrigem falhas, amadurecem conceitos, aprimoram modelos (claro, nem sempre isso é verdade, vejam pelo Microsoft Windows Vista…)
obs: se você ainda não sabe o que é WEB 2.0, sugiro que leia o post “Afinal, o que é WEB 2.0?“
Agora, a pergunta que não quer se calar… Será que, também, teremos uma nova versão da “bolha” ? A Bolha 2.0 ?
Algus apostam nisso, outros não. Mas uma coisa é fato. Novamente o mercado esta agitado. Novamente empresas estão “pipocando” e novamente dinheiro esta sendo investido. Não nas mesmas condições do passado, lembrem-se da lógica das “próximas versões”. As “garagens” (startups) não estão mais sendo inundadas por dinheiro, os planos de negócios estão com um “número maior de páginas”, investidores estão, ao menos, com um dos pés no chão. Claro que, alguns perderão dinheiro e outros ganharão, alguns irão falir e outros prosperar. Estamos falando de investimento e, não há investimento sem risco. Mas somente aqueles que arriscam evoluem…
Sendo assim, a internet irá se arriscar. Aqueles que à fazem irão se arriscar. Nós também nos arriscaremos, com novos serviços que nos serão oferecidos todos os dias. Quebraremos paradigmas e nos adaptaremos. É a evolução! E surgirá a WEB 2.1, 2.2, 3.0…